Manifesto Politico
São objectivos do Partido Nacionalista Canino (P.N.C.):
1. Promover o desenvolvimento do Cão, à sua condição Natural de Espécie Suprema;
2. Confrontar essa peste que assola a nossa existência, o gato;
3. Criar o Cão perfeito, ou seja o Rafeiro. Todas as ditas raças, são fruto da intervenção dessa espécie inferior, o humano;
4. O humano é um veículo, não uma força para o Cão. É nosso objectivo recolocá-lo nas árvores, que é, sem sombra de dúvida, o seu lugar Natural;
5. Exigir que o Cão seja tratado de acordo com o seu estatuto de Espécie Suprema. Todos os que interferirem no nosso Destino Sagrado, devem enfrentar as consequências;
6. O Cão requere Espaço e Biscoitos Vitais, é dever de cada cão individual prosseguir esse Designío;
7. O Partido Nacionalista Canino é o ponto de ligação universal para todos os cães rafeiros;
8. O cão inferior (dito de raça), pode chegar a Rafeiro, não podendo recusar o seu contributo individual nesta Causa Gloriosa;
9. A Nação do Cão é onde o Cão existir. Todo o sítio onde não exista o Cão, é irrelevante;
10. O Cão não deverá mostrar compaixão ou empatia com as espécies inferiores. É indigno do seu estatuto de Cão Rafeiro.
Shybihusa
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Ser bom, deve ser mau de vez em quando...
Parte II
Portanto tinhamos ficado na parte, em que se tornava dificil manter as acções humanas em duas categorias opostas e mutuamente exclusivas. Voltarei a este tema certamente, mas hoje apetece-me adientar-me. Neste dia que não existe, apetece-me dar um salto em frente, pois as passagens de ano também servem para isso. Feliz Samhain.
Como pode este pensamento ser possivel? Desde pititis que nos ensinam que o bem, é bom. Como se fosse tão simples como isto. É esta simplicidade que nos confunde, é uma impossibilidade tão grande, que ninguém acreditaria que poderia ser menos verdade.
Pegando em alguns exemplos: Alemanha Nazi; Tribunal do Santo Oficio; Guerra no Iraque; Colonialismo em África; Guerra às Drogas. Que têm em comum? Para muitos a Guerra às Drogas é um estranho
desta lista, pois promove o bem, enquanto que os outros acontecimentos foram algo de terrível na história da humanidade. Haverá ainda defensores da Inquisição, Nazismo, Colonialismo e Imperialismo. Alguém já parou para pensar no que vai na tola desta malta?
Imediatamente será o grito de que gostam de praticar o mal, são terríveis, assassinos, loucos, etc.
Eu disse parar para pensar! As pessoas que mataram e matam gente indiscriminadamente têm sempre algo em comum. Estão a praticar uma boa acção. Quer seja livrar o mundo da raça mais odiada, eliminar os infieís, matar os terroristas, salvar os selvagens deles próprios, ou acabar com
os traficantes. Poderá haver algo mais digno, mais bondoso do que querer um mundo melhor? Provavelmente ainda lá não chegaram... Imaginem que têm uma visão de um mundo perfeito,
sem dor, sem mágoa, sem tristeza, sem medo. Não quereriam partilhar isso com toda a gente? E se alguém vos impedisse? Quando estivessem quase lá a chegar. Claro que não lhe fariam mal, óbvio.
Mas quem é esta gente? É gente que não quer amor, carinho, conforto, paz no mundo, o fim da fome. Esta gente logicamente quererá medo, mágoa, guerra, tristeza, fome. Porquê? Então tinha-se encontrado a solução para todos estes problemas. Cientistas, religiosos, o mundo tinha-se prostado aos pés desta nova teoria! Que gente é esta? Querem que coisas más continuem no mundo, que o mal perdure, que morram crianças de fome, que existam velh@s a sofrer, que as pessoas tenham medo de sair à rua à noite. São criminosos (diz a lei), doentes mentais (diz a psicologia), são não iluminados (dirão as religiões). Lentamente, começamos a perceber que esta gente está aqui a mais. Temos que educál@s, prendel@s, convertel@s.
Porque querão estas pessoas que o mal continue no mundo? Porque são más! É a única hipótese, demos-lhes todas as hipóteses, tentámos curar, punir, ajudar... E não dá! São a própria causa do mal no mundo! E no bem, não há espaço para o mal!?
Para quem resiste à ideia ainda, pense um pouco se a nossa sociedade não tem os seus monstros. Terroristas, emigrantes ilegais, drogad@s, paneleiros, alcoólic@s, violentador@s, má(u)s condutores (que matam dezenas, centenas de pessoas nas estradas) e o pior terror de todos a pedofilia.
Vamos com calma quando assumimos que sabemos o que é o bem e o mal. O Bem, não existe, seria algo confortante senão fosse tão ridiculo.
Portanto tinhamos ficado na parte, em que se tornava dificil manter as acções humanas em duas categorias opostas e mutuamente exclusivas. Voltarei a este tema certamente, mas hoje apetece-me adientar-me. Neste dia que não existe, apetece-me dar um salto em frente, pois as passagens de ano também servem para isso. Feliz Samhain.
Como pode este pensamento ser possivel? Desde pititis que nos ensinam que o bem, é bom. Como se fosse tão simples como isto. É esta simplicidade que nos confunde, é uma impossibilidade tão grande, que ninguém acreditaria que poderia ser menos verdade.
Pegando em alguns exemplos: Alemanha Nazi; Tribunal do Santo Oficio; Guerra no Iraque; Colonialismo em África; Guerra às Drogas. Que têm em comum? Para muitos a Guerra às Drogas é um estranho
desta lista, pois promove o bem, enquanto que os outros acontecimentos foram algo de terrível na história da humanidade. Haverá ainda defensores da Inquisição, Nazismo, Colonialismo e Imperialismo. Alguém já parou para pensar no que vai na tola desta malta?
Imediatamente será o grito de que gostam de praticar o mal, são terríveis, assassinos, loucos, etc.
Eu disse parar para pensar! As pessoas que mataram e matam gente indiscriminadamente têm sempre algo em comum. Estão a praticar uma boa acção. Quer seja livrar o mundo da raça mais odiada, eliminar os infieís, matar os terroristas, salvar os selvagens deles próprios, ou acabar com
os traficantes. Poderá haver algo mais digno, mais bondoso do que querer um mundo melhor? Provavelmente ainda lá não chegaram... Imaginem que têm uma visão de um mundo perfeito,
sem dor, sem mágoa, sem tristeza, sem medo. Não quereriam partilhar isso com toda a gente? E se alguém vos impedisse? Quando estivessem quase lá a chegar. Claro que não lhe fariam mal, óbvio.
Mas quem é esta gente? É gente que não quer amor, carinho, conforto, paz no mundo, o fim da fome. Esta gente logicamente quererá medo, mágoa, guerra, tristeza, fome. Porquê? Então tinha-se encontrado a solução para todos estes problemas. Cientistas, religiosos, o mundo tinha-se prostado aos pés desta nova teoria! Que gente é esta? Querem que coisas más continuem no mundo, que o mal perdure, que morram crianças de fome, que existam velh@s a sofrer, que as pessoas tenham medo de sair à rua à noite. São criminosos (diz a lei), doentes mentais (diz a psicologia), são não iluminados (dirão as religiões). Lentamente, começamos a perceber que esta gente está aqui a mais. Temos que educál@s, prendel@s, convertel@s.
Porque querão estas pessoas que o mal continue no mundo? Porque são más! É a única hipótese, demos-lhes todas as hipóteses, tentámos curar, punir, ajudar... E não dá! São a própria causa do mal no mundo! E no bem, não há espaço para o mal!?
Para quem resiste à ideia ainda, pense um pouco se a nossa sociedade não tem os seus monstros. Terroristas, emigrantes ilegais, drogad@s, paneleiros, alcoólic@s, violentador@s, má(u)s condutores (que matam dezenas, centenas de pessoas nas estradas) e o pior terror de todos a pedofilia.
Vamos com calma quando assumimos que sabemos o que é o bem e o mal. O Bem, não existe, seria algo confortante senão fosse tão ridiculo.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Violência Doméstica
Muito ouvimos falar da nova onda de crimes perpetrados por ordas de emigrantes sanguinolentos. Surgem as análises políticas de direita mostrando a sua indignação por nada acontecer e aproveitam para pedir mais poderes (leia-se capacidade de julgamento e execução para as forças da dita ordem). Na esquerda ouve-se o comentário de que afinal não existe nenhum aumento de crime violento estando até este a baixar (posição com a qual concordo).
Discordo com a ideia de que a pobreza gera crime, até porque o crime dá dinheiro e não é por isso que a malta vai deixar de ser amig@ das coisas d@s outr@s. Efectivamente certos crimes são praticados essencialmente por pessoas de poucas posses, mas outros nem por isso.
Concordo que em alguns casos a lei e as sanções são desadequadas e brandas com quem se dedica a actividades ilicitas. Mas faço aqui uma ressalva. Não é por dois Libónios (a Libónia não existe já agora) que gamaram 600 euros na mercearia da esquina que devem ser repatriados e condenados a pena perpétua. Até porque: Que se deveria fazer a duas Algarvias que desviaram (adoro este termo, como não envolve contacto humano deixa de ser roubo) 60.000 mil euros
ao banco num roubo de colarinho branco? Exportá-las para a Antártida e deixá-las a morrer de frio?
E a violência doméstica? Onde entra? É um fenómeno que tem vindo a aumentar na violência da sua execução, provocando mortes com contornos macabros. Como se pode admitir que quem
bate ou violenta psicológica ou sexualmente (atenção que não usei identificativos de género, propositadamente, pois as vitimas são de todos os géneros, idades, raças, credos e estratos sociais) fique com termo de identidade e residência????? É na onda de puder continuar a malhar até ao julgamento? Para não perder a prática? Ou para manter as provas frescas? Tenham paciência!
Mas aproveitando para dar uma martelada à direita. O que me tem surpreendido é a quantidade de homicidos de conjugues, amantes e namorad@s, que são executados por agentes de forças de segurança (gnr, psp e seguranças). E queixa-se esta malta que precisa de usar de mais força? De ter mais poder? Para quê? Matarem velhinhas que atravessam fora da passadeira? Ou para espancarem ainda mais (sim porque já acontece, é raro, mas acontece) e em plena luz do dia artistas de rua?
Os homicidios que têm chegado às notícias relatam assinatos em frente à prole (leia-se criancinhas dos próprios), esfaqueamentos (mas com muitas facadas mesmo),
espancamento, dando provas de um sadismo muito pouco salutar.
E que ouvimos da direita? Vemos cartazes bonitos do pnr a pedir que se bata n@s agressore/as? Vemos o CDS a vir para a televisão reclamar que estas pessoas devem ser castigadas exemplarmente? Ou o PSD a falar que afinal tem interesse em proteger a parte mais desprotegida num casamento? Não, temos silêncio. Ou pior, ouvimos falar na santidade do casório que é feito para as pessoas não se separarem independentemente do que acontecer, como já vociferava o César da neves num dos seus típicos ataques verborreicos.
Discordo com a ideia de que a pobreza gera crime, até porque o crime dá dinheiro e não é por isso que a malta vai deixar de ser amig@ das coisas d@s outr@s. Efectivamente certos crimes são praticados essencialmente por pessoas de poucas posses, mas outros nem por isso.
Concordo que em alguns casos a lei e as sanções são desadequadas e brandas com quem se dedica a actividades ilicitas. Mas faço aqui uma ressalva. Não é por dois Libónios (a Libónia não existe já agora) que gamaram 600 euros na mercearia da esquina que devem ser repatriados e condenados a pena perpétua. Até porque: Que se deveria fazer a duas Algarvias que desviaram (adoro este termo, como não envolve contacto humano deixa de ser roubo) 60.000 mil euros
ao banco num roubo de colarinho branco? Exportá-las para a Antártida e deixá-las a morrer de frio?
E a violência doméstica? Onde entra? É um fenómeno que tem vindo a aumentar na violência da sua execução, provocando mortes com contornos macabros. Como se pode admitir que quem
bate ou violenta psicológica ou sexualmente (atenção que não usei identificativos de género, propositadamente, pois as vitimas são de todos os géneros, idades, raças, credos e estratos sociais) fique com termo de identidade e residência????? É na onda de puder continuar a malhar até ao julgamento? Para não perder a prática? Ou para manter as provas frescas? Tenham paciência!
Mas aproveitando para dar uma martelada à direita. O que me tem surpreendido é a quantidade de homicidos de conjugues, amantes e namorad@s, que são executados por agentes de forças de segurança (gnr, psp e seguranças). E queixa-se esta malta que precisa de usar de mais força? De ter mais poder? Para quê? Matarem velhinhas que atravessam fora da passadeira? Ou para espancarem ainda mais (sim porque já acontece, é raro, mas acontece) e em plena luz do dia artistas de rua?
Os homicidios que têm chegado às notícias relatam assinatos em frente à prole (leia-se criancinhas dos próprios), esfaqueamentos (mas com muitas facadas mesmo),
espancamento, dando provas de um sadismo muito pouco salutar.
E que ouvimos da direita? Vemos cartazes bonitos do pnr a pedir que se bata n@s agressore/as? Vemos o CDS a vir para a televisão reclamar que estas pessoas devem ser castigadas exemplarmente? Ou o PSD a falar que afinal tem interesse em proteger a parte mais desprotegida num casamento? Não, temos silêncio. Ou pior, ouvimos falar na santidade do casório que é feito para as pessoas não se separarem independentemente do que acontecer, como já vociferava o César da neves num dos seus típicos ataques verborreicos.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
Casamento e adopção LGBT 1
Estamos na altura do debate sobre o casamento entre pessoas do mesmo género. PEV e Bloco de Esquerda apresentam as suas propostas. PSD e CDS/PP têm a resposta esperada. PS assume uma postura de não, por razões ainda mais parvas do que as habituais.
Fiquei elucidado quando José Sócrates declarou em plena Assembleia da Républica que o PS não anda a reboque de ninguém. Que merda de argumento é este? Se alguém apresentar uma lei contra a violência doméstica (como já aconteceu com as propostas do Bloco e PCP, se não estou em erro) o PS vota contra, porque a ideia não é deles? Se alguém apresenta a ideia antes, parabéns para quem apresenta, agora desculpas esfarrapas de criancinha mimada, por favor poupem-me.
É como a velha do PSD de que nunca é o momento próprio. Direitos Humanos não têm momentos próprios! Ou se defendem, ou nem por isso!
E já agora a ideia do PEV de não aceitar futura adopção, não me agrada minimamente. Continua-se a considerar que uma parte das pessoas, eleitore(a)s, cidadã(o)s, contribuintes, não podem ter os
mesmos direitos que o resto da malta. Continua-se a querer casamentos desiguais.
Fiquei elucidado quando José Sócrates declarou em plena Assembleia da Républica que o PS não anda a reboque de ninguém. Que merda de argumento é este? Se alguém apresentar uma lei contra a violência doméstica (como já aconteceu com as propostas do Bloco e PCP, se não estou em erro) o PS vota contra, porque a ideia não é deles? Se alguém apresenta a ideia antes, parabéns para quem apresenta, agora desculpas esfarrapas de criancinha mimada, por favor poupem-me.
É como a velha do PSD de que nunca é o momento próprio. Direitos Humanos não têm momentos próprios! Ou se defendem, ou nem por isso!
E já agora a ideia do PEV de não aceitar futura adopção, não me agrada minimamente. Continua-se a considerar que uma parte das pessoas, eleitore(a)s, cidadã(o)s, contribuintes, não podem ter os
mesmos direitos que o resto da malta. Continua-se a querer casamentos desiguais.
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Direitos LGBT
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Divórcio da realidade
Vemos cada vez mais arautos da desgraça a anunciar o fim da humanidade e do mundo por o número de divórcios estar a aumentar na sociedade ocidental. Esta desgraça aparenta vir acompanhada de outras igualmente gravosas ou bem mais malévolas. Fala-se no fim dos valores, da familía, enfim a extinção da espécie humana. De facto, como poderia o planeta sobreviver-nos? Aliás o planeta nem existia à mais de 4 mil milhões de anos antes do aparecimento do macaco sem pelo.
Onde se vê alarme, catástrofe, miséria e o fim dos tempos protagonizado por zombies edunistas. Eu tendo a ser do contra. Não só não vejo desgraça, como vejo esperança. Vejo esperança por ver as pessoas a procurarem ser felizes, por as ver a fazer algo por si, por as ver a decidir que o seu amor é seu, e só é partilhado quando lhes apetecer. Vejo as emoções serem postas à frente de regras e normas, tabus e parvoíce.
Adoro o discurso do no meu tempo é que era. (Sim já tenho idade suficiente para o ter proferido, espero ser apenas um sinal esporádico de senilidade precoce :), algo como uma ligeira diarreia mental que passa no próprio dia.) Como podemos comparar a situação actual, com uma altura em que o divórcio era ilegal? As pessoas não iam presas por isso, mas não era simplesmente possivel. Logo só alguém com um desarranjo mesmo muito profundo pode tentar comparar uma coisa com a outra. É o mesmo que querer fazer um paralelo entre alguém saltar dum 10º andar e voos até Marte.
As pessoas separam-se por serem ignoradas, desprezadas, tratadas mal (muito diferente de abusos e violências, não me parece justificavel estar com argumentos extremos desnecessários), verem-se negadas (a ideia de sentirem que as suas vontades, desejos e anseios são relegadas para segundo plano, de uma forma concistente). De facto o casamento pode parecer uma coisa não tão interessante se vista deste prisma. Temos duas pessoas (infelizmente só a monogamia hetero é vista como casório) com vontades, pensamentos, ideologias, modo de vida e sentimentos diferentes. Imaginem que querem ir dar uma volta no parque mais próximo e a vossa cara metade não quer. Chato? Se calhar nem por isso, arranjam outro plano. No dia a seguir acontece o mesmo... Na semana seguinte e na outra. Se calhar já começa a importar... Se calhar já dá direito à discussão. Não que o jardim tenha algo de especial, apenas vos apetece apanhar ar, ver árvores, sentir a relva, ver cães aos pulos. Imaginem que até ganham. Agora isto repete-se. Por eventualmente serem fãs do ar livre e das árvores. Não é nada de especial, é só uma ida ao jardim... Mas porque raio a outra pessoa insite em contrariar-vos? Também não é nada de especial... Começa a doer, começa-se a sentir-se ignorad@, pouco importante, irrelevante. De facto, permanecer neste estado é muito melhor...
Onde se vê alarme, catástrofe, miséria e o fim dos tempos protagonizado por zombies edunistas. Eu tendo a ser do contra. Não só não vejo desgraça, como vejo esperança. Vejo esperança por ver as pessoas a procurarem ser felizes, por as ver a fazer algo por si, por as ver a decidir que o seu amor é seu, e só é partilhado quando lhes apetecer. Vejo as emoções serem postas à frente de regras e normas, tabus e parvoíce.
Adoro o discurso do no meu tempo é que era. (Sim já tenho idade suficiente para o ter proferido, espero ser apenas um sinal esporádico de senilidade precoce :), algo como uma ligeira diarreia mental que passa no próprio dia.) Como podemos comparar a situação actual, com uma altura em que o divórcio era ilegal? As pessoas não iam presas por isso, mas não era simplesmente possivel. Logo só alguém com um desarranjo mesmo muito profundo pode tentar comparar uma coisa com a outra. É o mesmo que querer fazer um paralelo entre alguém saltar dum 10º andar e voos até Marte.
As pessoas separam-se por serem ignoradas, desprezadas, tratadas mal (muito diferente de abusos e violências, não me parece justificavel estar com argumentos extremos desnecessários), verem-se negadas (a ideia de sentirem que as suas vontades, desejos e anseios são relegadas para segundo plano, de uma forma concistente). De facto o casamento pode parecer uma coisa não tão interessante se vista deste prisma. Temos duas pessoas (infelizmente só a monogamia hetero é vista como casório) com vontades, pensamentos, ideologias, modo de vida e sentimentos diferentes. Imaginem que querem ir dar uma volta no parque mais próximo e a vossa cara metade não quer. Chato? Se calhar nem por isso, arranjam outro plano. No dia a seguir acontece o mesmo... Na semana seguinte e na outra. Se calhar já começa a importar... Se calhar já dá direito à discussão. Não que o jardim tenha algo de especial, apenas vos apetece apanhar ar, ver árvores, sentir a relva, ver cães aos pulos. Imaginem que até ganham. Agora isto repete-se. Por eventualmente serem fãs do ar livre e das árvores. Não é nada de especial, é só uma ida ao jardim... Mas porque raio a outra pessoa insite em contrariar-vos? Também não é nada de especial... Começa a doer, começa-se a sentir-se ignorad@, pouco importante, irrelevante. De facto, permanecer neste estado é muito melhor...
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Sisley
Sim tou a fazer publicidade a uma marca de roupa.
Lá se vai o discurso anticapitalista...
A Sisley é uma marca que se tem destacado pelas suas campanhas publicitárias altamente chocantes. Um dos seus principais, e para mim o melhor, fotógrafos é Terry Richardson. Este também não prima pelo puritanismo do seu trabalho. Ambos são acusados de fazerem campanhas pornográficas e de atentados à moral.
Independentemente da defesa da liberdade de expressão, em que acredito piamente. Nós compramos roupa para quê? Proteger do frio? Do sol? Tenho dúvidas...
Tentamos comprar roupas que aumentem a nossa atractividade, maximizando os nossos pontos fortes e escondendo os pontos fracos. Claro que existe muito boa gente que mete os pés pelas
mãos nesta simples tarefa, mas é o que temos. Também existe malta que usa roupa sem ser para se embelezar. Às vezes estão nas discotecas. Nas festas! Na rua! Não tão a ver? Pensem lá bem.
Já se lembram? Pois é, não deixam memória.
Mesmo o gajo mais hetero de certeza que quando se lembra de alguém atraente, consegue lembrar-se da roupa dessa pessoa.
Resumindo. Compramos roupa para quê? Embonecarmo-nos. Com que objectivo? Aumentar atractividade e ter sexo!
Portanto qual é o problema de fazer anúncios de roupa usando sexo? São demasiado honestos...
Lá se vai o discurso anticapitalista...
A Sisley é uma marca que se tem destacado pelas suas campanhas publicitárias altamente chocantes. Um dos seus principais, e para mim o melhor, fotógrafos é Terry Richardson. Este também não prima pelo puritanismo do seu trabalho. Ambos são acusados de fazerem campanhas pornográficas e de atentados à moral.
Independentemente da defesa da liberdade de expressão, em que acredito piamente. Nós compramos roupa para quê? Proteger do frio? Do sol? Tenho dúvidas...
Tentamos comprar roupas que aumentem a nossa atractividade, maximizando os nossos pontos fortes e escondendo os pontos fracos. Claro que existe muito boa gente que mete os pés pelas
mãos nesta simples tarefa, mas é o que temos. Também existe malta que usa roupa sem ser para se embelezar. Às vezes estão nas discotecas. Nas festas! Na rua! Não tão a ver? Pensem lá bem.
Já se lembram? Pois é, não deixam memória.
Mesmo o gajo mais hetero de certeza que quando se lembra de alguém atraente, consegue lembrar-se da roupa dessa pessoa.
Resumindo. Compramos roupa para quê? Embonecarmo-nos. Com que objectivo? Aumentar atractividade e ter sexo!
Portanto qual é o problema de fazer anúncios de roupa usando sexo? São demasiado honestos...
quinta-feira, 3 de julho de 2008
O Albatroz
O ALBATROZ
Às vezes, por prazer, os homens da equipagem
Pegam um albatroz, imensa ave dos mares,
Que acompanha, indolente parceiro de viagem,
O navio a singrar por glaucos patamares.
Tão logo o estendem sobre as tábuas do convés,
O monarca do azul, canhestro e envergonhado,
Deixa pender, qual par de remos junto aos pés,
As asas em que fulge um branco imaculado.
Antes tão belo, como é feio na desgraça
Esse viajante agora flácido e acanhado!
Um, com cachimbo, lhe enche o bico de fumaça,
Outro, a coxear, imita o enfermo outrora alado!
O Poeta se compara ao príncipe da altura
Que enfrenta os vendavais e ri da seta no ar;
Exilado ao chão, em meio à turba obscura,
As asas de gigante impedem-no de andar.
Por Charles Baudelaire
Às vezes, por prazer, os homens da equipagem
Pegam um albatroz, imensa ave dos mares,
Que acompanha, indolente parceiro de viagem,
O navio a singrar por glaucos patamares.
Tão logo o estendem sobre as tábuas do convés,
O monarca do azul, canhestro e envergonhado,
Deixa pender, qual par de remos junto aos pés,
As asas em que fulge um branco imaculado.
Antes tão belo, como é feio na desgraça
Esse viajante agora flácido e acanhado!
Um, com cachimbo, lhe enche o bico de fumaça,
Outro, a coxear, imita o enfermo outrora alado!
O Poeta se compara ao príncipe da altura
Que enfrenta os vendavais e ri da seta no ar;
Exilado ao chão, em meio à turba obscura,
As asas de gigante impedem-no de andar.
Por Charles Baudelaire
domingo, 29 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Porque o Adão Comeu a Eva
Seria possível à Eva comer o Adão? Se fossem portugueses a resposta seria obviamente não!
Existe alguma mulher que tome a iniciativa de convidar um homem para dar umas? Sem serem
as porcas, desavergonhadas e as prostitutas, não! E estas como se sabe não são mulheres serão uma raça de clones extra-terrestres infiltradas na nossa sociedade para corromper a fibra moral.
E mesmo estas et’s (não são mulheres lembrem-se), terão dificuldade em levar a sua vontade avante. Porque macho que é macho (e quem não é macho, é bicha, nem existe outra hipótese) não precisa de recorrer a profissionais do sexo para satisfazer as suas vontades. E claro será sempre ele a procurar uma fêmea para caçar! Claro é macho! E como é óbvio não vai andar com porcas devassas, para não manchar a sua reputação. Até parece que precisa de gajas fáceis, para conseguir dar umas...
E eu digo que se tratam de ET’s pois qualquer mulher, perante um homem indica sempre não ter vontade ou desejo sexual. Fazendo apenas esse tipo de actividades para satisfazer os parceiros quando não têm dores de cabeça, dentes, joelhos, artrite, tosse convulsa, desequilibrios hormonais, e mais um manencial de doenças implicitas à condição de ser mulher.
Se este texto parece um exagero, tentem-se lembrar de quem são as vossas amigas que habitualmente metem conversa com homens que não conhecem (sem ser em contexto de trabalho ou educativo). De quantos amigos dizem que aquela gaja não dá, até parece que tá em saldos (ou outras expressões abunatórias de mulheres que manifestam desejo). Entre outras várias situações que tornariam este post demasiado longo.
Existe alguma mulher que tome a iniciativa de convidar um homem para dar umas? Sem serem
as porcas, desavergonhadas e as prostitutas, não! E estas como se sabe não são mulheres serão uma raça de clones extra-terrestres infiltradas na nossa sociedade para corromper a fibra moral.
E mesmo estas et’s (não são mulheres lembrem-se), terão dificuldade em levar a sua vontade avante. Porque macho que é macho (e quem não é macho, é bicha, nem existe outra hipótese) não precisa de recorrer a profissionais do sexo para satisfazer as suas vontades. E claro será sempre ele a procurar uma fêmea para caçar! Claro é macho! E como é óbvio não vai andar com porcas devassas, para não manchar a sua reputação. Até parece que precisa de gajas fáceis, para conseguir dar umas...
E eu digo que se tratam de ET’s pois qualquer mulher, perante um homem indica sempre não ter vontade ou desejo sexual. Fazendo apenas esse tipo de actividades para satisfazer os parceiros quando não têm dores de cabeça, dentes, joelhos, artrite, tosse convulsa, desequilibrios hormonais, e mais um manencial de doenças implicitas à condição de ser mulher.
Se este texto parece um exagero, tentem-se lembrar de quem são as vossas amigas que habitualmente metem conversa com homens que não conhecem (sem ser em contexto de trabalho ou educativo). De quantos amigos dizem que aquela gaja não dá, até parece que tá em saldos (ou outras expressões abunatórias de mulheres que manifestam desejo). Entre outras várias situações que tornariam este post demasiado longo.
Detesto Fazer Amor!!!!!!!!!!!!!!
Se há expressão que me irrita é a de "fazer amor".
Fazer amor? Que raio de cena é essa? Como se faz amor?
É comumente aceite, que amor é muito mais que sexo. Correcto? Aliás, é possível amar sem sexo. Certo? O amor é algo muito mais espiritual e puro. Ou tou enganado?
Quando as pessoas se amam, tendem a ter comportamentos, vontades, ideias, sentimentos, expectativas, próprias dessa emoção. Por que raio não se diz que as pessoas estão a fazer amor, nessas outras alturas? Quando partilham um segredo muito próprio. Quando passeiam juntas. Quando passam tempo juntas. Quando adivinham os pensamentos umas das outras. Quando se abraçam nus na cama. Quando partilham parte da sua vida, que nunca partilharam com ninguém. Quando se mostram frágeis. Quando partilham gostos. Quando se beijam.
Não. De acordo com o socialmente aceite, com o instituído (e que todos nós reproduzimos pelo menos uma vez na vida) só fazemos amor quando existe uma penetração de pénis na vagina (tou a falar de relações hetero).
Sim porque anal não é amor. Um broche não é amor. Um minete não é amor. Masturbação não é amor. Ou alguém depois de ter feito estes tipos de sexo disse à pessoa com quem estava que estavam a fazer amor? Não isto é sexo. Portanto, amor é, única e exclusivamente, sexo vaginal.
Pensava que amor podia ser mais...
Se é só isto, prefiro foder intensamente, à bruta, com vontade, como se não ouvesse amanhã.
Pensem bem antes de dizer. "Adoro fazer amor contigo." É que sabe a pouco...
Fazer amor? Que raio de cena é essa? Como se faz amor?
É comumente aceite, que amor é muito mais que sexo. Correcto? Aliás, é possível amar sem sexo. Certo? O amor é algo muito mais espiritual e puro. Ou tou enganado?
Quando as pessoas se amam, tendem a ter comportamentos, vontades, ideias, sentimentos, expectativas, próprias dessa emoção. Por que raio não se diz que as pessoas estão a fazer amor, nessas outras alturas? Quando partilham um segredo muito próprio. Quando passeiam juntas. Quando passam tempo juntas. Quando adivinham os pensamentos umas das outras. Quando se abraçam nus na cama. Quando partilham parte da sua vida, que nunca partilharam com ninguém. Quando se mostram frágeis. Quando partilham gostos. Quando se beijam.
Não. De acordo com o socialmente aceite, com o instituído (e que todos nós reproduzimos pelo menos uma vez na vida) só fazemos amor quando existe uma penetração de pénis na vagina (tou a falar de relações hetero).
Sim porque anal não é amor. Um broche não é amor. Um minete não é amor. Masturbação não é amor. Ou alguém depois de ter feito estes tipos de sexo disse à pessoa com quem estava que estavam a fazer amor? Não isto é sexo. Portanto, amor é, única e exclusivamente, sexo vaginal.
Pensava que amor podia ser mais...
Se é só isto, prefiro foder intensamente, à bruta, com vontade, como se não ouvesse amanhã.
Pensem bem antes de dizer. "Adoro fazer amor contigo." É que sabe a pouco...
Familia
Ao falarmos de casamento homossexual e adopção por casais homossexuais,
estamos a debater um tema bem mais vasto; a familia.
E o que é uma familia? Social e tradicionalmente a familia será um casal
heterossexual com filhos, onde existe amor, carinho, afecto. Mas como a
tradição e a sociedade mudaram, temos agora um vazio, onde antes estava um
conceito estável. Já se aceita que possam existir divórcios, que possam
existir familias monoparentais e casais sem filhos.
A nossa sociedade diz-se aberta, mas sê-lo-à? Pode uma familia ser
constituida por várias mães, ou pais a co-habitarem num mesmo espaço?
Existem várias sociedades que dizem que sim. Igualmente existe a adopção,
mas só para uns. PorquÊ? Porque não se aceita que amor, carinho e afecto
possam existir quer para além da heterossexualidade, quer quer para além de
uma relação de duas pessoas. Será que as outras relações são um antro de
vícios e pecado que pdem afectar as criancinhas? e se afectarem? Qual é o
mal? Teremos que estar sempre a pedir desculpa pela nossas sexualidades?
Será que afinal as familias se definem por quem tem sexo com quem? Então e
os sentimentos tão bonitos e tão apregoados socialmente? Afinal a familia
parece ser oca de sentimentos, e restringir-se mais à orientação e a
práticas sexuais do que outras coisas.
Será esta a resposta ao que é uma familia? Pensamos e afirmamos que não! Uma
familia será um lugar e um tempo de pluraridades onde se pode também educar,
acompanhar e acarinhar. "Familia" pressupõe maturidade, conhecimento e
altruísmo, partilha e sinceridade, e estes valores são independentes de
qualquer orientação sexual e de qualquer espartilho formal imposto social ou
religiosamente.
Este texto foi feito com a colaboração de Luis Castro.
estamos a debater um tema bem mais vasto; a familia.
E o que é uma familia? Social e tradicionalmente a familia será um casal
heterossexual com filhos, onde existe amor, carinho, afecto. Mas como a
tradição e a sociedade mudaram, temos agora um vazio, onde antes estava um
conceito estável. Já se aceita que possam existir divórcios, que possam
existir familias monoparentais e casais sem filhos.
A nossa sociedade diz-se aberta, mas sê-lo-à? Pode uma familia ser
constituida por várias mães, ou pais a co-habitarem num mesmo espaço?
Existem várias sociedades que dizem que sim. Igualmente existe a adopção,
mas só para uns. PorquÊ? Porque não se aceita que amor, carinho e afecto
possam existir quer para além da heterossexualidade, quer quer para além de
uma relação de duas pessoas. Será que as outras relações são um antro de
vícios e pecado que pdem afectar as criancinhas? e se afectarem? Qual é o
mal? Teremos que estar sempre a pedir desculpa pela nossas sexualidades?
Será que afinal as familias se definem por quem tem sexo com quem? Então e
os sentimentos tão bonitos e tão apregoados socialmente? Afinal a familia
parece ser oca de sentimentos, e restringir-se mais à orientação e a
práticas sexuais do que outras coisas.
Será esta a resposta ao que é uma familia? Pensamos e afirmamos que não! Uma
familia será um lugar e um tempo de pluraridades onde se pode também educar,
acompanhar e acarinhar. "Familia" pressupõe maturidade, conhecimento e
altruísmo, partilha e sinceridade, e estes valores são independentes de
qualquer orientação sexual e de qualquer espartilho formal imposto social ou
religiosamente.
Este texto foi feito com a colaboração de Luis Castro.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
Magreza
Até recentemente pensava que a discriminação de pesos era feita apenas a mulheres gordas. Descobri que andava enganado! A mim parece-me profundamente triste que o peso possa ser um factor de discriminação tão grande entre as pessoas. Se não gostam, não comem!
Mais me surpreendeu que muita dessa discriminação é feita por mulheres que se acham/ acham-nas obesas. Ou seja, detestam que lhes apontem o peso, evitam ao máximo pensar ou insinuar que têm um corpo. Fazem tudo por tudo para ser magras e depois atacam quem o é? Ou querem, ou nem por isso. Mas a questão é bem mais complicadita. Aparentemente querem, mas não gostam de ver noutras, fazendo frequentemente comentários do género: Qualquer dia cais no ralo! Tás tão magra, eu se fosse a ti ia ao médico. Qualquer dia desapareces de tão magra que tás! Isto passa por inveja! Mas é bem pior.
Eu quando invejo, tento fazer por ter o objecto da invejice. Aqui é mais na onda, eu sofro por ter peso a mais, por tanto toda a gente tem que sofrer também independentemente do peso que tenha. É impressionante a falta de capacidade das pessoas em fazerem algo que as ajude a sentirem-se melhor. É muito mais fácil, fazer as outras pessoas sentirem-se desconfortáveis.
Minha gente, abram os olhos de uma vez. Esqueçam as revistas da treta, as reportagens da TVI, os estudos dos especialistas.
A ideia de parecer mais atraente é atrair mais gente. Certo? Vão à net e vejam a quantidade astronómica de pornografia que existe com mulheres magras, gordas, assim assim, assim assado, no fundo as pessoas são atraidas por mais factores do que aqueles que socialmente seriam desejados.
Mais me surpreendeu que muita dessa discriminação é feita por mulheres que se acham/ acham-nas obesas. Ou seja, detestam que lhes apontem o peso, evitam ao máximo pensar ou insinuar que têm um corpo. Fazem tudo por tudo para ser magras e depois atacam quem o é? Ou querem, ou nem por isso. Mas a questão é bem mais complicadita. Aparentemente querem, mas não gostam de ver noutras, fazendo frequentemente comentários do género: Qualquer dia cais no ralo! Tás tão magra, eu se fosse a ti ia ao médico. Qualquer dia desapareces de tão magra que tás! Isto passa por inveja! Mas é bem pior.
Eu quando invejo, tento fazer por ter o objecto da invejice. Aqui é mais na onda, eu sofro por ter peso a mais, por tanto toda a gente tem que sofrer também independentemente do peso que tenha. É impressionante a falta de capacidade das pessoas em fazerem algo que as ajude a sentirem-se melhor. É muito mais fácil, fazer as outras pessoas sentirem-se desconfortáveis.
Minha gente, abram os olhos de uma vez. Esqueçam as revistas da treta, as reportagens da TVI, os estudos dos especialistas.
A ideia de parecer mais atraente é atrair mais gente. Certo? Vão à net e vejam a quantidade astronómica de pornografia que existe com mulheres magras, gordas, assim assim, assim assado, no fundo as pessoas são atraidas por mais factores do que aqueles que socialmente seriam desejados.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Ser bom, deve ser mau de vez em quando...
Parte I
Há uns dias atrás lembrei-me de um momento musical fantástico.
No filme South Park, Satanás a cantar "I wanna live up there".
Que tem uma frase muito boa: Ser mau, deve ser bom de vez em quando.
Constatação que me parece óbvia! Mas fiquei ponderando na possibilidade do contrário ser igualmente possível. O que me pareceu um desafio intelectual interessante. Parece-me impossivel fazer todo este raciocinio num único post, portanto optei por o dividir.
Primeiro parece-me óbvio reflectir sobre o que é o bem e o mal. A mim sempre me pareceu complicado categorizar as acções humanas em duas únicas possibilidades. Podemos, como é hábito, ignorar as acções sem implicações morais. O que me parece um argumento que dá muito jeito, ou seja, se não cabe nas categorias inventadas por mim, então não serve. O que deixa de lado a maioria das possibilidades, ficando com um espectro muito limitado de análise.
Portanto a análise terá que ser muito mais ampla e abrangente. E tal como uma janela que é aberta, em vez de vermos só em frente, começamo-nos a aperceber que existe alto, baixo, esquerda, direita, próximo, longe, etc.
Curiosamente esta descrição também se baseia em binómios supostamente opostos e mutuamente exclusivos. Hum, o raciocinio começa a adensar-se....
Há uns dias atrás lembrei-me de um momento musical fantástico.
No filme South Park, Satanás a cantar "I wanna live up there".
Que tem uma frase muito boa: Ser mau, deve ser bom de vez em quando.
Constatação que me parece óbvia! Mas fiquei ponderando na possibilidade do contrário ser igualmente possível. O que me pareceu um desafio intelectual interessante. Parece-me impossivel fazer todo este raciocinio num único post, portanto optei por o dividir.
Primeiro parece-me óbvio reflectir sobre o que é o bem e o mal. A mim sempre me pareceu complicado categorizar as acções humanas em duas únicas possibilidades. Podemos, como é hábito, ignorar as acções sem implicações morais. O que me parece um argumento que dá muito jeito, ou seja, se não cabe nas categorias inventadas por mim, então não serve. O que deixa de lado a maioria das possibilidades, ficando com um espectro muito limitado de análise.
Portanto a análise terá que ser muito mais ampla e abrangente. E tal como uma janela que é aberta, em vez de vermos só em frente, começamo-nos a aperceber que existe alto, baixo, esquerda, direita, próximo, longe, etc.
Curiosamente esta descrição também se baseia em binómios supostamente opostos e mutuamente exclusivos. Hum, o raciocinio começa a adensar-se....
quinta-feira, 29 de maio de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
Trainspotting

Um dos melhores filmes que alguma vez vi. Os desempenhos são brutais. Os diálogos fantásticos. A imagem só ajuda a criar um ambiente sufocante e deseperante. Edimburgo é uma cidade bonita, mas velha e soturna.
A ideia de completo nihilismo. Nada de interesse para viver a não ser o prazer absoluto de mais um chuto. O abandono de uma sociedade falsa, hipócrita, mentirosa, viciada e viciante, que já nada tem para oferecer. Mark Renton seduz-nos com a sua aparência, imagem e falas "doces".
Um clássico, um verdadeiro monstro do cinema.
O filme que vai muito ao encontro dos anos 90.
Mas para além deste lado, existe um outro. O lado da normalidade, violento, consumista, desinteressante, vazio. A falsidade da ilegalidade de umas drogas e incentivo ao consumo de outras.
Adoro o filme! É simplesmente fantástico. O livro é ainda melhor (a cena da casa de banho, o filme tem a versão maiores de 6). O seguimento já surgiu, chama-se Porno e já se encontra a venda na versão em "inglês" (escocês).
Dá um toque final, não cor de rosa, a uma história fascinante.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Verão e dietas
Chegou o bom tempo e com ele a roupinha mais reveladora, ou as idas à praia.
Chegaram também as dietas e os programas de ginásio. Para a malta que passou o resto do ano a enfardar e a engonhar no sofá, a paranoia está ao rubro. Revistas, ginásios, publicidade,
yogurtes, cereais, etc. Toda a gente conhece as formas milagrosas que
levam a ficar com um rabinho firme e pouco volumoso.
Quanto às formulas de aumentar os musculos e manter o corpo fit, se querem resultados rápidos existem esteroídes, também encurtam a vida, mas fazem um corpinho mesmo jeitoso...
Quanto às dietas, sempre me questionei porque não procuram profissionais! Não falo de nutricionistas. Falo de anoréxicas (os anoréxicos também existem, mas são muito poucos), elas passam todas as horas que estão despertas a pensar em novas formas de emagrecer. Mais ninguém leva o emagrecimento tão a sério!
E onde encontro eu uma anoréxica? Perguntam vocês. Vão ao Google - digo eu! Ponham Pro-Ana e logo Verão como é fácil perder aqueles quilinhos a mais...
Chegaram também as dietas e os programas de ginásio. Para a malta que passou o resto do ano a enfardar e a engonhar no sofá, a paranoia está ao rubro. Revistas, ginásios, publicidade,
yogurtes, cereais, etc. Toda a gente conhece as formas milagrosas que
levam a ficar com um rabinho firme e pouco volumoso.
Quanto às formulas de aumentar os musculos e manter o corpo fit, se querem resultados rápidos existem esteroídes, também encurtam a vida, mas fazem um corpinho mesmo jeitoso...
Quanto às dietas, sempre me questionei porque não procuram profissionais! Não falo de nutricionistas. Falo de anoréxicas (os anoréxicos também existem, mas são muito poucos), elas passam todas as horas que estão despertas a pensar em novas formas de emagrecer. Mais ninguém leva o emagrecimento tão a sério!
E onde encontro eu uma anoréxica? Perguntam vocês. Vão ao Google - digo eu! Ponham Pro-Ana e logo Verão como é fácil perder aqueles quilinhos a mais...
O Primeiro
O meu primeiro post. Tou tão emocionado. Vou perder a virgindade, lol.
A ideia deste post é mesmo ser ridiculo.
Para quem gosta de ideias transgressivas, irreverentes, sarcásticas, este blog pode ser interessante.
Muito obrigado pela visita
A ideia deste post é mesmo ser ridiculo.
Para quem gosta de ideias transgressivas, irreverentes, sarcásticas, este blog pode ser interessante.
Muito obrigado pela visita
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