Sim tou a fazer publicidade a uma marca de roupa.
Lá se vai o discurso anticapitalista...
A Sisley é uma marca que se tem destacado pelas suas campanhas publicitárias altamente chocantes. Um dos seus principais, e para mim o melhor, fotógrafos é Terry Richardson. Este também não prima pelo puritanismo do seu trabalho. Ambos são acusados de fazerem campanhas pornográficas e de atentados à moral.
Independentemente da defesa da liberdade de expressão, em que acredito piamente. Nós compramos roupa para quê? Proteger do frio? Do sol? Tenho dúvidas...
Tentamos comprar roupas que aumentem a nossa atractividade, maximizando os nossos pontos fortes e escondendo os pontos fracos. Claro que existe muito boa gente que mete os pés pelas
mãos nesta simples tarefa, mas é o que temos. Também existe malta que usa roupa sem ser para se embelezar. Às vezes estão nas discotecas. Nas festas! Na rua! Não tão a ver? Pensem lá bem.
Já se lembram? Pois é, não deixam memória.
Mesmo o gajo mais hetero de certeza que quando se lembra de alguém atraente, consegue lembrar-se da roupa dessa pessoa.
Resumindo. Compramos roupa para quê? Embonecarmo-nos. Com que objectivo? Aumentar atractividade e ter sexo!
Portanto qual é o problema de fazer anúncios de roupa usando sexo? São demasiado honestos...
quinta-feira, 24 de julho de 2008
quinta-feira, 3 de julho de 2008
O Albatroz
O ALBATROZ
Às vezes, por prazer, os homens da equipagem
Pegam um albatroz, imensa ave dos mares,
Que acompanha, indolente parceiro de viagem,
O navio a singrar por glaucos patamares.
Tão logo o estendem sobre as tábuas do convés,
O monarca do azul, canhestro e envergonhado,
Deixa pender, qual par de remos junto aos pés,
As asas em que fulge um branco imaculado.
Antes tão belo, como é feio na desgraça
Esse viajante agora flácido e acanhado!
Um, com cachimbo, lhe enche o bico de fumaça,
Outro, a coxear, imita o enfermo outrora alado!
O Poeta se compara ao príncipe da altura
Que enfrenta os vendavais e ri da seta no ar;
Exilado ao chão, em meio à turba obscura,
As asas de gigante impedem-no de andar.
Por Charles Baudelaire
Às vezes, por prazer, os homens da equipagem
Pegam um albatroz, imensa ave dos mares,
Que acompanha, indolente parceiro de viagem,
O navio a singrar por glaucos patamares.
Tão logo o estendem sobre as tábuas do convés,
O monarca do azul, canhestro e envergonhado,
Deixa pender, qual par de remos junto aos pés,
As asas em que fulge um branco imaculado.
Antes tão belo, como é feio na desgraça
Esse viajante agora flácido e acanhado!
Um, com cachimbo, lhe enche o bico de fumaça,
Outro, a coxear, imita o enfermo outrora alado!
O Poeta se compara ao príncipe da altura
Que enfrenta os vendavais e ri da seta no ar;
Exilado ao chão, em meio à turba obscura,
As asas de gigante impedem-no de andar.
Por Charles Baudelaire
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