Parte II
Portanto tinhamos ficado na parte, em que se tornava dificil manter as acções humanas em duas categorias opostas e mutuamente exclusivas. Voltarei a este tema certamente, mas hoje apetece-me adientar-me. Neste dia que não existe, apetece-me dar um salto em frente, pois as passagens de ano também servem para isso. Feliz Samhain.
Como pode este pensamento ser possivel? Desde pititis que nos ensinam que o bem, é bom. Como se fosse tão simples como isto. É esta simplicidade que nos confunde, é uma impossibilidade tão grande, que ninguém acreditaria que poderia ser menos verdade.
Pegando em alguns exemplos: Alemanha Nazi; Tribunal do Santo Oficio; Guerra no Iraque; Colonialismo em África; Guerra às Drogas. Que têm em comum? Para muitos a Guerra às Drogas é um estranho
desta lista, pois promove o bem, enquanto que os outros acontecimentos foram algo de terrível na história da humanidade. Haverá ainda defensores da Inquisição, Nazismo, Colonialismo e Imperialismo. Alguém já parou para pensar no que vai na tola desta malta?
Imediatamente será o grito de que gostam de praticar o mal, são terríveis, assassinos, loucos, etc.
Eu disse parar para pensar! As pessoas que mataram e matam gente indiscriminadamente têm sempre algo em comum. Estão a praticar uma boa acção. Quer seja livrar o mundo da raça mais odiada, eliminar os infieís, matar os terroristas, salvar os selvagens deles próprios, ou acabar com
os traficantes. Poderá haver algo mais digno, mais bondoso do que querer um mundo melhor? Provavelmente ainda lá não chegaram... Imaginem que têm uma visão de um mundo perfeito,
sem dor, sem mágoa, sem tristeza, sem medo. Não quereriam partilhar isso com toda a gente? E se alguém vos impedisse? Quando estivessem quase lá a chegar. Claro que não lhe fariam mal, óbvio.
Mas quem é esta gente? É gente que não quer amor, carinho, conforto, paz no mundo, o fim da fome. Esta gente logicamente quererá medo, mágoa, guerra, tristeza, fome. Porquê? Então tinha-se encontrado a solução para todos estes problemas. Cientistas, religiosos, o mundo tinha-se prostado aos pés desta nova teoria! Que gente é esta? Querem que coisas más continuem no mundo, que o mal perdure, que morram crianças de fome, que existam velh@s a sofrer, que as pessoas tenham medo de sair à rua à noite. São criminosos (diz a lei), doentes mentais (diz a psicologia), são não iluminados (dirão as religiões). Lentamente, começamos a perceber que esta gente está aqui a mais. Temos que educál@s, prendel@s, convertel@s.
Porque querão estas pessoas que o mal continue no mundo? Porque são más! É a única hipótese, demos-lhes todas as hipóteses, tentámos curar, punir, ajudar... E não dá! São a própria causa do mal no mundo! E no bem, não há espaço para o mal!?
Para quem resiste à ideia ainda, pense um pouco se a nossa sociedade não tem os seus monstros. Terroristas, emigrantes ilegais, drogad@s, paneleiros, alcoólic@s, violentador@s, má(u)s condutores (que matam dezenas, centenas de pessoas nas estradas) e o pior terror de todos a pedofilia.
Vamos com calma quando assumimos que sabemos o que é o bem e o mal. O Bem, não existe, seria algo confortante senão fosse tão ridiculo.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Violência Doméstica
Muito ouvimos falar da nova onda de crimes perpetrados por ordas de emigrantes sanguinolentos. Surgem as análises políticas de direita mostrando a sua indignação por nada acontecer e aproveitam para pedir mais poderes (leia-se capacidade de julgamento e execução para as forças da dita ordem). Na esquerda ouve-se o comentário de que afinal não existe nenhum aumento de crime violento estando até este a baixar (posição com a qual concordo).
Discordo com a ideia de que a pobreza gera crime, até porque o crime dá dinheiro e não é por isso que a malta vai deixar de ser amig@ das coisas d@s outr@s. Efectivamente certos crimes são praticados essencialmente por pessoas de poucas posses, mas outros nem por isso.
Concordo que em alguns casos a lei e as sanções são desadequadas e brandas com quem se dedica a actividades ilicitas. Mas faço aqui uma ressalva. Não é por dois Libónios (a Libónia não existe já agora) que gamaram 600 euros na mercearia da esquina que devem ser repatriados e condenados a pena perpétua. Até porque: Que se deveria fazer a duas Algarvias que desviaram (adoro este termo, como não envolve contacto humano deixa de ser roubo) 60.000 mil euros
ao banco num roubo de colarinho branco? Exportá-las para a Antártida e deixá-las a morrer de frio?
E a violência doméstica? Onde entra? É um fenómeno que tem vindo a aumentar na violência da sua execução, provocando mortes com contornos macabros. Como se pode admitir que quem
bate ou violenta psicológica ou sexualmente (atenção que não usei identificativos de género, propositadamente, pois as vitimas são de todos os géneros, idades, raças, credos e estratos sociais) fique com termo de identidade e residência????? É na onda de puder continuar a malhar até ao julgamento? Para não perder a prática? Ou para manter as provas frescas? Tenham paciência!
Mas aproveitando para dar uma martelada à direita. O que me tem surpreendido é a quantidade de homicidos de conjugues, amantes e namorad@s, que são executados por agentes de forças de segurança (gnr, psp e seguranças). E queixa-se esta malta que precisa de usar de mais força? De ter mais poder? Para quê? Matarem velhinhas que atravessam fora da passadeira? Ou para espancarem ainda mais (sim porque já acontece, é raro, mas acontece) e em plena luz do dia artistas de rua?
Os homicidios que têm chegado às notícias relatam assinatos em frente à prole (leia-se criancinhas dos próprios), esfaqueamentos (mas com muitas facadas mesmo),
espancamento, dando provas de um sadismo muito pouco salutar.
E que ouvimos da direita? Vemos cartazes bonitos do pnr a pedir que se bata n@s agressore/as? Vemos o CDS a vir para a televisão reclamar que estas pessoas devem ser castigadas exemplarmente? Ou o PSD a falar que afinal tem interesse em proteger a parte mais desprotegida num casamento? Não, temos silêncio. Ou pior, ouvimos falar na santidade do casório que é feito para as pessoas não se separarem independentemente do que acontecer, como já vociferava o César da neves num dos seus típicos ataques verborreicos.
Discordo com a ideia de que a pobreza gera crime, até porque o crime dá dinheiro e não é por isso que a malta vai deixar de ser amig@ das coisas d@s outr@s. Efectivamente certos crimes são praticados essencialmente por pessoas de poucas posses, mas outros nem por isso.
Concordo que em alguns casos a lei e as sanções são desadequadas e brandas com quem se dedica a actividades ilicitas. Mas faço aqui uma ressalva. Não é por dois Libónios (a Libónia não existe já agora) que gamaram 600 euros na mercearia da esquina que devem ser repatriados e condenados a pena perpétua. Até porque: Que se deveria fazer a duas Algarvias que desviaram (adoro este termo, como não envolve contacto humano deixa de ser roubo) 60.000 mil euros
ao banco num roubo de colarinho branco? Exportá-las para a Antártida e deixá-las a morrer de frio?
E a violência doméstica? Onde entra? É um fenómeno que tem vindo a aumentar na violência da sua execução, provocando mortes com contornos macabros. Como se pode admitir que quem
bate ou violenta psicológica ou sexualmente (atenção que não usei identificativos de género, propositadamente, pois as vitimas são de todos os géneros, idades, raças, credos e estratos sociais) fique com termo de identidade e residência????? É na onda de puder continuar a malhar até ao julgamento? Para não perder a prática? Ou para manter as provas frescas? Tenham paciência!
Mas aproveitando para dar uma martelada à direita. O que me tem surpreendido é a quantidade de homicidos de conjugues, amantes e namorad@s, que são executados por agentes de forças de segurança (gnr, psp e seguranças). E queixa-se esta malta que precisa de usar de mais força? De ter mais poder? Para quê? Matarem velhinhas que atravessam fora da passadeira? Ou para espancarem ainda mais (sim porque já acontece, é raro, mas acontece) e em plena luz do dia artistas de rua?
Os homicidios que têm chegado às notícias relatam assinatos em frente à prole (leia-se criancinhas dos próprios), esfaqueamentos (mas com muitas facadas mesmo),
espancamento, dando provas de um sadismo muito pouco salutar.
E que ouvimos da direita? Vemos cartazes bonitos do pnr a pedir que se bata n@s agressore/as? Vemos o CDS a vir para a televisão reclamar que estas pessoas devem ser castigadas exemplarmente? Ou o PSD a falar que afinal tem interesse em proteger a parte mais desprotegida num casamento? Não, temos silêncio. Ou pior, ouvimos falar na santidade do casório que é feito para as pessoas não se separarem independentemente do que acontecer, como já vociferava o César da neves num dos seus típicos ataques verborreicos.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
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Porque o casamento visa a reprodução.