segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Violência Doméstica

Muito ouvimos falar da nova onda de crimes perpetrados por ordas de emigrantes sanguinolentos. Surgem as análises políticas de direita mostrando a sua indignação por nada acontecer e aproveitam para pedir mais poderes (leia-se capacidade de julgamento e execução para as forças da dita ordem). Na esquerda ouve-se o comentário de que afinal não existe nenhum aumento de crime violento estando até este a baixar (posição com a qual concordo).
Discordo com a ideia de que a pobreza gera crime, até porque o crime dá dinheiro e não é por isso que a malta vai deixar de ser amig@ das coisas d@s outr@s. Efectivamente certos crimes são praticados essencialmente por pessoas de poucas posses, mas outros nem por isso.
Concordo que em alguns casos a lei e as sanções são desadequadas e brandas com quem se dedica a actividades ilicitas. Mas faço aqui uma ressalva. Não é por dois Libónios (a Libónia não existe já agora) que gamaram 600 euros na mercearia da esquina que devem ser repatriados e condenados a pena perpétua. Até porque: Que se deveria fazer a duas Algarvias que desviaram (adoro este termo, como não envolve contacto humano deixa de ser roubo) 60.000 mil euros 
ao banco num roubo de colarinho branco? Exportá-las para a Antártida e deixá-las a morrer de frio?
E a violência doméstica? Onde entra? É um fenómeno que tem vindo a aumentar na violência da sua execução, provocando mortes com contornos macabros. Como se pode admitir que quem 
bate ou violenta psicológica ou sexualmente (atenção que não usei identificativos de género, propositadamente, pois as vitimas são de todos os géneros, idades, raças, credos e estratos sociais) fique com termo de identidade e residência????? É na onda de puder continuar a malhar até ao julgamento? Para não perder a prática? Ou para manter as provas frescas? Tenham paciência!
Mas aproveitando para dar uma martelada à direita. O que me tem surpreendido é a quantidade de homicidos de conjugues, amantes e namorad@s, que são executados por agentes de forças de segurança (gnr, psp e seguranças). E queixa-se esta malta que precisa de usar de mais força? De ter mais poder? Para quê? Matarem velhinhas que atravessam fora da passadeira? Ou para espancarem ainda mais (sim porque já acontece, é raro, mas acontece) e em plena luz do dia artistas de rua?
Os homicidios que têm chegado às notícias relatam assinatos em frente à prole (leia-se criancinhas dos próprios), esfaqueamentos (mas com muitas facadas mesmo), 
espancamento, dando provas de um sadismo muito pouco salutar.
E que ouvimos da direita? Vemos cartazes bonitos do pnr a pedir que se bata n@s agressore/as? Vemos o CDS a vir para a televisão reclamar que estas pessoas devem ser castigadas exemplarmente? Ou o PSD a falar que afinal tem interesse em proteger a parte mais desprotegida num casamento? Não, temos silêncio. Ou pior, ouvimos falar na santidade do casório que é feito para as pessoas não se separarem independentemente do que acontecer, como já vociferava o César da neves num dos seus típicos ataques verborreicos.

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